quarta-feira, 26 de junho de 2019

Fóssil de dinossauro inédito é descoberto no interior do Paraná; veja o vídeo do bicho

O primeiro dino descoberto no Paraná tinha 4 garras como facas
(Foto: Rodolfo Nogueira/USP)
Pesquisadores anunciam nesta quarta-feira (26), em Maringá, detalhes sobre um fóssil de um dinossauro inédito em um sítio paleontológico em Cruzeiro do Oeste (Noroeste), a 240 quilômetros de Londrina. A descoberta é fruto do trabalho de funcionários do Museu Paleontológico de Cruzeiro do Oeste e de pesquisadores da UEM (Universidade Estadual de Maringá) e da USP (Universidade de São Paulo). A nova espécie foi batizada pelos pesquisadores de Vespersaurus paranaensis. O animal tinha em torno de um metro e meio, era bípede e carnívoro – se alimentava de outros pequenos animais. De acordo com a diretora do Museu, Neurides Martins, os estudos, iniciados em 2014, são de grande importância para a ciência mundial, pois trata-se de uma espécie única da família dos dinossauros. “Só podemos adiantar que o dinossauro de Cruzeiro do Oeste é único no mundo e que sua descoberta acrescenta muito sobre a vida na pré-história no nosso planeta”, afirmou à rádio CBN de Maringá. Com cerca de 21 mil habitantes, o pequeno município do Noroeste paranaense ficou conhecido em 2014, quando 47 fósseis foram encontrados. À época, o então diretor do Museu Nacional da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), Alexander Kellner, liderou a equipe que escavou e encontrou o material fossilizado e chancelou a importância do feito por conta do ineditismo. A conclusão foi de que tratavam-se de fósseis de antigos habitantes voadores que viveram na Era Mesozoica (entre 225 milhões e 65 milhões de anos atrás): os pterossauros. Batizados de Caiuajara dobruskii, a estimativa é de tenham habitado a região há cerca de 80 milhões de anos. As descobertas repercutiram em veículos de comunicação de relevância internacional, como a BBC (British Broadcasting Corporation). Entretanto, esta verdadeira “jornada” através do tempo teve início mesmo em 1970, quando o agricultor Alexandre Gustavo Dobruski e o filho, João Gustavo Dobruski, encontraram os fósseis de dinossauros. Ao relatarem o que haviam encontrado, receberam de muitos moradores o desdém,  e as suspeitas, tratadas até como motivo de piada, ficaram em silêncio até 2015. 
Fonte/créditos - Bem Paraná

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